24
set
10

Prometheus

Poema de F.W Goethe, de 1774

“Encobre o teu Céu ò Zeus
com nebuloso véu e,
semelhante ao jovem que gosta
de recolher cardos
retira-te para os altos do carvalho ereto

Mas deixa que eu desfrute a Terra,
que é minha, tanto quanto esta cabana
que habito e que não é obra tua
e também minha lareira que,
quando arde, sua labareda me doura.
Tu me invejas!

(…)

Eu honrar a ti? Porque?
Livras-te a carga do abatido?
Enxugaste por acaso a lágrima do triste?

(…)

Por acaso imaginaste, num delírio,
que eu iria odiar a vida e retirar-me para o ermo
por alguns dos meus sonhos se haverem
frustrado?

Pois não: aqui me tens
e homens farei segundo minha própria imagem:

homens que logo serão meus iguais
que irão padecer e chorar, gozar e sofrer
e, mesmo que forem parias,
não se renderão a ti como eu fiz”

(*) Prometeu foi um titã da mitologia grega que roubou o fogo (a sabedoria e a ciência) dos céus. Foi punidos por Zeus com o castigo de ficar encadeado a uma rocha no Cáucaso, onde uma águia diariamente lhe bicava o fígado. Sua sina foi teatralizada pela primeira vez por Ésquilo (525-456 a.C.), no século V a.C., com o titulo de Prometeus desmotes


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