15
set
10

Duane Michals>>narrativas

Duane Michals tornou-se uma referência e usando uma simples câmera 35 mm, luz natural, seus próprios amigos como atores, trabalhando em espaços familiares de seu cotidiano. Suas histórias ficcionais abordam mitos e aproximam o mundo do “real” de uma presença espiritualista. Duane Michals influenciou grande parte do fotógrafos pós década de sessenta.


A ilusão e a fantasia são as presenças de sua visão enigmática de mundo em suas fotografias e seqüências. Suas caixas voadoras, homens que transmitem luz, os espíritos que aparecem e desaparecem levando alguém como uma velha senhora que espera a morte, ou simplesmente tocando um seio – como em um sonho? – suas imagens falam e sensibilizam todos sem distinção; sua arte não é elitista. ” Eu acredito no invisível. Eu não acredito na realidade recente de automóveis e elevadores ou outros fenômenos passageiros que constituem as coisas de nossas vidas“, escreveu. Duane Michals existiu plenamente em suas imagens e em outra dimensão da vida, construindo uma realidade invisível ou aludindo e levando o leitor para planos interiores e íntimos de seu ser, para além da banalidade de uma mera analogia fotográfica. Duane Michals encontra-se em um grupo seleto de fotógrafos que escapou dessa banalidade trágica do registro realístico da existência humana, escapando do próprio referente fotográfico ao fotografar espíritos e construindo narrativas nas quais a própria imagem refletida em um espelho toca seu referente em êxtase erótico. Em Duane, os anjos perdem suas asas e sua etérea divindade ao encontrar com seu objeto do desejo carnal, a pureza angelical desconstrói-se pré anunciando os anjos posteriores de Wim Wenders. Em suas imagens o invisível existe e é construído para o leitor mas é somente intuído pelos personagens de suas histórias, talvez como em nossas próprias vidas. Nunca sabemos se realmente os personagens viveram ou imaginaram a situação, levando-os muitas vezes ao desespero e à angustia de assim terem imaginado. Duane Michals coloca-nos sempre na ambigüidade da existência e da não existência. Assim, a fotografia resulta em imaginação e ficção, para além de uma representação da realidade culturalmente imposta pelo meio.

fonte: S. Zero

Chance Meeting by Duane Michals


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